Registo de previsões
Cada previsão da série fica com a data em que foi feita. Quando a janela fecha, os dados dizem se acertou, e por quanto.
Ver as previsões →Painel · Gaspar do Amaral
O choque de Ormuz medido dia a dia, da porta ao prato: quando chegou cada onda, por onde passa o plano B e se as previsões estavam certas.
Versão 0.1 · 25 de outubro de 2026Os mesmos factos, com a mesma data e a mesma fonte, contados para quem os vai usar.
Uma pedra caiu em Ormuz a 28 de fevereiro. Veja as ondas a chegar a cada região, dia a dia, com a cor de cada onda. As regiões com dados medidos pelo painel (Golfo, mercados mundiais, Europa e Portugal) acendem e apagam com os números; as outras acendem na data de um facto com fonte.
Como ler. Cada região pinta-se com a cor da onda mais adiantada que lá está ativa. Cor cheia: a onda está ativa nesse dia. Cor esbatida: a onda chegou e já recuou. Os círculos numerados de cada etiqueta são as ondas dessa região: cheio, ativa; só contorno, recuou; tracejado, ainda não chegou. Os anéis à volta de Ormuz mostram há quanto tempo cada onda começou; não medem distâncias. Uma região só acende com dados medidos ou com um facto confirmado da Cronologia.
Em parábola. Atire uma pedra a um lago. A água mexe primeiro onde a pedra caiu; depois os anéis chegam às margens, uns mais cedo, outros mais tarde, conforme a distância e o vento. Algumas margens voltam a ficar calmas antes de outras sentirem a onda. O mapa é esse lago, visto dia a dia.
Uma pedra caiu em Ormuz a 28 de fevereiro. Cada onda é uma peça do dominó que cai a seguir: primeiro a energia, depois o transporte e os adubos, depois o adubo que falta nos campos, as colheitas e, por fim, o prato. Em cada cartão: o indicador que mede a onda, quanto está acima do normal e o dia em que passou o limiar, comparado com o dia indicado nos artigos.
Como ler. Em cada cartão, a linha de cor é o indicador da onda, desde outubro de 2025; a linha tracejada horizontal é o normal, a média de janeiro e fevereiro de 2026; a linha vermelha vertical é o dia 0, 28 de fevereiro. Se a linha de cor passa o limiar e lá fica (7 dias seguidos nas séries diárias, 2 meses nas mensais), a onda «chegou». Em cada cartão, «Ver a conta» mostra todos os números para refazer a conta à mão.
Em parábola. Uma fila de dominós: o primeiro cai em Ormuz e cada peça empurra a seguinte. Mas nem todas caem com a mesma força nem ficam deitadas: algumas levantam-se outra vez, como a 2.ª e a 3.ª onda, que subiram em março e recuaram em junho.
A carregar os dados…
Cada facto da crise, por ordem de data, com as fontes e o estado. Só os factos confirmados (fonte primária, ou três origens independentes) acendem o mapa e entram nas respostas. Os outros ficam à vista, assinalados, até se confirmarem ou serem desmentidos. Várias publicações que reproduzem a mesma agência contam como uma só origem.
Como ler. Cada cartão é um facto, com a data, o texto, as etiquetas (região, onda e pergunta que alimenta) e a lista de fontes. A cor da margem diz o estado: verde, confirmado; amarelo, em verificação; cinzento, auto; roxo, contestado; vermelho, desmentido. Ao lado de cada fonte está a sua origem: três jornais que copiam a mesma agência contam como uma só.
Em parábola. Um juiz não dá um facto como provado porque uma testemunha o disse, nem porque três testemunhas repetem o que ouviram ao mesmo vizinho. Dá-o como provado quando três pessoas que não se conhecem viram a mesma coisa, ou quando há o documento original.
Cada linha é uma peça da cadeia: a porta, os planos B, as cinco ondas e Portugal. Cada coluna é uma semana desde janeiro. A cor diz o estado de cada peça nessa semana. Escolha um dia para ler os factos desse dia, escolha um intervalo para ver por que ordem as peças passaram o limiar, e guarde a imagem da sua leitura.
Como ler. Cada linha é uma peça da cadeia e cada quadrado é uma semana. Cor cheia: a peça está além do seu limiar nessa semana. Meia cor: está a meio caminho entre o normal e o limiar. Cor clara: está normal. Traço: não há medição. Os triângulos no topo são factos confirmados da Cronologia. A barra escura vertical é o dia que está a ler; a faixa rosada é o intervalo escolhido.
Em parábola. É a partitura de uma orquestra. Cada instrumento tem a sua linha e entra num compasso diferente. Lendo a partitura, vê-se quem entrou primeiro, quem tocou ao mesmo tempo e quem já se calou. Não diz quem mandou tocar: diz só quando cada um tocou.
Navios por dia em cada passagem, em percentagem do normal (média de janeiro e fevereiro de 2026 = 100). Se Ormuz (o plano A) e Bab el-Mandeb (a saída do plano B saudita, pelo Mar Vermelho) descem juntos, os dois «caminhos» caem pela mesma razão: é a ilusão de ter dois, do episódio 4.
Como ler. Cada linha é uma passagem marítima. O valor 100 é o normal de janeiro e fevereiro: 50 quer dizer metade dos navios, 150 quer dizer mais 50 %. A conta é (navios do dia ÷ navios normais) × 100, com a média de 7 dias para não confundir um dia calmo com uma tendência. Ormuz caiu para perto de 5; se Bab el-Mandeb também desce, o plano B está a apertar ao mesmo tempo que o plano A.
Em parábola. Uma casa com duas portas parece segura: se uma encravar, sai-se pela outra. Mas se as duas portas usam a mesma fechadura e alguém a estraga, ficam as duas fechadas. O gráfico mostra se as duas portas desta casa têm a mesma fechadura.
Em tempo de guerra, muitos navios desligam o sinal de identificação (AIS). As contagens do PortWatch podem ficar abaixo das estimativas comerciais de fluxos de petróleo. O painel mostra o que os sensores públicos veem e diz sempre a data do último dado.
A 5.ª onda, a da comida mais cara, traduzida para a vida de todos os dias.
Como ler. Cada cartão mostra o último valor publicado, a data e a conta que o compara com fevereiro. O cabaz da DECO é o preço de 63 produtos do dia a dia, sempre os mesmos; a inflação é quanto os preços subiram em 12 meses.
Em parábola. Imagine que todas as semanas compra o mesmo carrinho, com os mesmos 63 produtos. Se o carrinho passar a custar mais, não foi por ter comprado mais: foram os preços que mudaram.
Cada previsão da série fica com a data em que foi feita. Quando a janela fecha, os dados dizem se acertou, e por quanto.
Ver as previsões →Kit para Geografia e Matemática e a Rede de Observatórios Escolares: cada turma mede a 5.ª onda na sua terra.
Ver o kit →Fontes, linha de base, limiares de cada onda e o que o painel não sabe.
Ler o método →«A Porta Estreita»: resiliência explicada com factos, todas as terças no LinkedIn.
Ler os episódios →